domingo, 28 de agosto de 2011

Berceuse



Canção para Lana - 1998


Ela é toda de seda e de veludo
assim adormecida.

Às vezes um frisson quase a desperta.
Finas e longas as pestanas se agitam.
Penso em rumor de asas
- borboletas.

Invade-me a ternura e
quase a medo
mal ousando tocar a frágil porcelana
ensaio uma carícia.

Entre nuvens de sonho ela sorri.

Com voz branca canto um acalanto
na surdina que a penumbra evoca.

Ah, novamente voltar a ser criança...
nada esperar, nada saber,
viver apenas
a fantástica aventura de viver!



3 comentários:

  1. outro poema não canso de ler...
    é maravilhoso
    é um quadro, uma pintura.

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  2. nossa, Janine, que delicía seus comentários. Amei!!!

    mami

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